Milho: vice-presidente da SNA avalia cenário positivo das exportações As vendas externas de milho, de janeiro a outubro deste ano, tiveram um aumento de 13,6%, resultando em uma receita que ultrapassou a marca dos US$ 3 bilhões em 2015. O desempenho supera o obtido no ano passado, que foi de US$ 2.7 bilhões em exportações.

No mês passado, o cenário mudou um pouco, pois, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), houve uma queda nas três primeiras semanas de novembro: o País exportou 3.27 milhões de toneladas de milho, com média diária de 233.780 toneladas embarcadas. O volume caiu se comparado ao recorde registrado em outubro deste ano, que foi de 264.190 toneladas diariamente. Mesmo assim, o resultado é 57% superior em relação à média de novembro de 2014.


Segundo estimativa da Conab, o Brasil deverá exportar um recorde de 28.8 milhões de toneladas de milho na temporada comercial que termina em janeiro de 2016.


Segundo a Reuters, a média das previsões de seis analistas consultados para o ano comercial entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2016, que inclui as vendas externas do milho colhido no ano-safra 2014/15, supera em 1.6 milhão de toneladas a previsão oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para este período.


Segundo Safras & Mercados, entre os meses de fevereiro e dezembro de 2015, deverão ser exportadas 30.5 milhões de toneladas. A Safras estima que, na temporada que vai até o final de janeiro de 2016, o Brasil deverá exportar de 33 a 34 milhões de toneladas de milho.


“No relatório de safras de dezembro, a Conab vai revisar sua estimativa para 30 milhões de toneladas. O número da Reuters é, realmente, mais realista”, comenta o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura Hélio Sirimarco.


De acordo com ele, em 2015 ocorreram várias situações que foram responsáveis pelo atual quadro da produção nacional de milho “e que podem não se repetir no ano que vem”.


DÓLAR VALORIZADO
“Em primeiro lugar, a alta do dólar foi um fator preponderante para dar competitividade ao produto brasileiro, compensando a perda do produtor, causada pela queda do preço do milho na Bolsa de Chicago.”


Por outro lado, continua Sirimarco, como a alta do dólar não se restringiu ao real, pois incidiu também sobre outras moedas, sua elevação encareceu o produto norte-americano, o que fez com que o produtor de milho dos Estados Unidos reduzisse suas vendas. “Além disto, o preço pago pelo grão não está cobrindo os custos de produção.”


Em segundo lugar, ressalta o vice-presidente da SNA, os estoques brasileiros de milho diminuíram, assim como a área plantada da safra de verão, o que irá reduzir a produção.


“Com isto, os estoques e a safra de verão do Brasil deverão atender, principalmente, ao mercado interno. Neste período, vamos ver também um movimento de vendas mais agressivo por parte do produto norte-americano. Portanto, vamos depender basicamente da produção da safra de inverno (safrinha) para tentar repetir o desempenho deste ano em 2016.”


CUSTOS DE PRODUÇÃO
Estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Mato Grosso é o maior produtor de milho do País) apontam R$ 1.317,02 a serem gastos apenas com insumos por hectares em média. O valor supera os R$ 1.120,97 desembolsados, em média, na safra 2014/15; os R$ 1.006,28 do ciclo agrícola anterior; e os R$ 898,92 por hectare da safra 2012/13.


“O dólar impacta o mercado brasileiro de duas formas diferentes: por um lado, ele aumenta os custos dos insumos e, como consequência, os de produção. Por outro lado, torna o preço do produto brasileiro mais barato para os importadores. Assim, o agricultor acaba compensando o aumento dos custos com uma receita maior em reais”, analisa o vice-presidente da SNA.


LOGÍSTICA
Recentemente, o diretor de Política Agrícola da Conab, João Marcelo Intini, salientou que as vendas de milho brasileiro no exterior também estão sendo impulsionadas “por uma importante melhoria na logística”. Ele destacou que, após a nova Lei dos Portos, mais terminais das regiões Norte e Nordeste passaram a ser utilizados para escoamento da safra.


“Os portos do denominado Arco Norte vão favorecer, sobremaneira, a logística do escoamento da produção do Centro-Oeste e do Matopiba, barateando os custos de transportes”, destaca Sirimarco. A região do Matopiba é composta pelos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.


CLIMA
Em relação às questões climáticas, que também incidem sobre a safra de milho no Brasil, o El Niño, que em geral beneficia a produção de grãos, especialmente no Sul do País, poderá causar problemas na região em 2015, para a primeira safra de milho, que será colhida no verão.


De acordo com especialistas em metereologia, há previsão de que o fenômeno climático deverá persistir agora, em dezembro, trazendo mais chuvas, o que eleva a possibilidade de perdas da qualidade do milho, devido à umidade, e também de algum impacto na produtividade.


“O risco das variações do clima é o único que o produtor não consegue gerenciar. A única alternativa é contratar o seguro rural que, no caso do Brasil, precisa ser ampliado”, afirma o vice-presidente da SNA.

SNA - Sociedade Nacional de Agricultura

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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Milho: vice-presidente da SNA avalia cenário positivo das exportações

As vendas externas de milho, de janeiro a outubro deste ano, tiveram um aumento de 13,6%, resultando em uma receita que ultrapassou a marca dos US$ 3 bilhões em 2015. O desempenho supera o obtido no ano passado, que foi de US$ 2.7 bilhões em exportações.

No mês passado, o cenário mudou um pouco, pois, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), houve uma queda nas três primeiras semanas de novembro: o País exportou 3.27 milhões de toneladas de milho, com média diária de 233.780 toneladas embarcadas. O volume caiu se comparado ao recorde registrado em outubro deste ano, que foi de 264.190 toneladas diariamente. Mesmo assim, o resultado é 57% superior em relação à média de novembro de 2014.


Segundo estimativa da Conab, o Brasil deverá exportar um recorde de 28.8 milhões de toneladas de milho na temporada comercial que termina em janeiro de 2016.


Segundo a Reuters, a média das previsões de seis analistas consultados para o ano comercial entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2016, que inclui as vendas externas do milho colhido no ano-safra 2014/15, supera em 1.6 milhão de toneladas a previsão oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para este período.


Segundo Safras & Mercados, entre os meses de fevereiro e dezembro de 2015, deverão ser exportadas 30.5 milhões de toneladas. A Safras estima que, na temporada que vai até o final de janeiro de 2016, o Brasil deverá exportar de 33 a 34 milhões de toneladas de milho.


“No relatório de safras de dezembro, a Conab vai revisar sua estimativa para 30 milhões de toneladas. O número da Reuters é, realmente, mais realista”, comenta o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura Hélio Sirimarco.


De acordo com ele, em 2015 ocorreram várias situações que foram responsáveis pelo atual quadro da produção nacional de milho “e que podem não se repetir no ano que vem”.


DÓLAR VALORIZADO
“Em primeiro lugar, a alta do dólar foi um fator preponderante para dar competitividade ao produto brasileiro, compensando a perda do produtor, causada pela queda do preço do milho na Bolsa de Chicago.”


Por outro lado, continua Sirimarco, como a alta do dólar não se restringiu ao real, pois incidiu também sobre outras moedas, sua elevação encareceu o produto norte-americano, o que fez com que o produtor de milho dos Estados Unidos reduzisse suas vendas. “Além disto, o preço pago pelo grão não está cobrindo os custos de produção.”


Em segundo lugar, ressalta o vice-presidente da SNA, os estoques brasileiros de milho diminuíram, assim como a área plantada da safra de verão, o que irá reduzir a produção.


“Com isto, os estoques e a safra de verão do Brasil deverão atender, principalmente, ao mercado interno. Neste período, vamos ver também um movimento de vendas mais agressivo por parte do produto norte-americano. Portanto, vamos depender basicamente da produção da safra de inverno (safrinha) para tentar repetir o desempenho deste ano em 2016.”


CUSTOS DE PRODUÇÃO
Estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Mato Grosso é o maior produtor de milho do País) apontam R$ 1.317,02 a serem gastos apenas com insumos por hectares em média. O valor supera os R$ 1.120,97 desembolsados, em média, na safra 2014/15; os R$ 1.006,28 do ciclo agrícola anterior; e os R$ 898,92 por hectare da safra 2012/13.


“O dólar impacta o mercado brasileiro de duas formas diferentes: por um lado, ele aumenta os custos dos insumos e, como consequência, os de produção. Por outro lado, torna o preço do produto brasileiro mais barato para os importadores. Assim, o agricultor acaba compensando o aumento dos custos com uma receita maior em reais”, analisa o vice-presidente da SNA.


LOGÍSTICA
Recentemente, o diretor de Política Agrícola da Conab, João Marcelo Intini, salientou que as vendas de milho brasileiro no exterior também estão sendo impulsionadas “por uma importante melhoria na logística”. Ele destacou que, após a nova Lei dos Portos, mais terminais das regiões Norte e Nordeste passaram a ser utilizados para escoamento da safra.


“Os portos do denominado Arco Norte vão favorecer, sobremaneira, a logística do escoamento da produção do Centro-Oeste e do Matopiba, barateando os custos de transportes”, destaca Sirimarco. A região do Matopiba é composta pelos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.


CLIMA
Em relação às questões climáticas, que também incidem sobre a safra de milho no Brasil, o El Niño, que em geral beneficia a produção de grãos, especialmente no Sul do País, poderá causar problemas na região em 2015, para a primeira safra de milho, que será colhida no verão.


De acordo com especialistas em metereologia, há previsão de que o fenômeno climático deverá persistir agora, em dezembro, trazendo mais chuvas, o que eleva a possibilidade de perdas da qualidade do milho, devido à umidade, e também de algum impacto na produtividade.


“O risco das variações do clima é o único que o produtor não consegue gerenciar. A única alternativa é contratar o seguro rural que, no caso do Brasil, precisa ser ampliado”, afirma o vice-presidente da SNA.

SNA - Sociedade Nacional de Agricultura

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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